No dia 2 de novembro, sob a chuva simbólica do Pará, concluímos em Belém a primeira volta ao mundo da Voz dos Oceanos — a quarta da nossa família. Foram mais de quatro anos de navegação, 42 mil milhas percorridas e a constatação de um alerta global: o plástico está em todos os oceanos. Mas também encontramos algo igualmente poderoso — pessoas dispostas a transformar essa realidade.

Foi com esse espírito que, ao ancorar diante da Casa das Onze Janelas, nasceu a Casa Vozes do Oceano. Durante a COP30, o espaço se transformou em um verdadeiro epicentro de mobilização, unindo arte, ciência, cultura e educação ambiental em uma programação ampla, gratuita e diversa, construída coletivamente com mais de 50 organizações, universidades, artistas, cientistas, jovens e lideranças sociais.

Exposições imersivas, cinema, literatura, dança, ciência viva e debates fizeram da Casa um organismo pulsante, ocupado do início ao fim pela população. Um sucesso que mostrou, na prática, que consciência se constrói com emoção, conhecimento e pertencimento.

Em 2026, esse movimento segue adiante. Novas edições regionais da Casa Vozes do Oceano já estão em preparação, começando por Santa Catarina. Um convite aberto a parceiros e empresas que desejam investir em impacto real, legado e futuro. Porque cuidar do oceano é cuidar da vida.