Por Marcos Pereira
O quê? Você vai deixar para ver a sua comunicação só depois do Carnaval?”
A pergunta pode soar provocativa, mas revela um problema recorrente no ambiente empresarial: a tendência de adiar decisões estratégicas sob a falsa sensação de que “ainda não é o momento ideal”.
Enquanto líderes, executivos e empreendedores postergam o desenvolvimento da própria comunicação, o mercado não pausa. O concorrente se antecipa, apresenta melhor sua proposta e fecha negócios. Produtos menos robustos ganham espaço simplesmente porque foram melhor comunicados. Projetos avançam não apenas pela qualidade técnica, mas pela clareza e segurança com que são defendidos.
No ambiente corporativo, comunicar bem deixou de ser uma habilidade acessória. Tornou-se um ativo estratégico. Profissionais que sabem se posicionar, apresentar ideias com objetividade e influenciar decisões ampliam sua relevância dentro das organizações. Não por acaso, promoções e oportunidades frequentemente recaem sobre quem consegue traduzir valor, gerar conexão e transmitir confiança — mesmo que não seja, tecnicamente, o mais preparado da equipe.
A armadilha está na busca pela perfeição. Esperar estar 100% pronto paralisa. O medo de errar silencia vozes competentes e adia movimentos que poderiam gerar crescimento. Comunicação não é algo que se “ajusta depois que tudo estiver resolvido”. Ela faz parte do processo, desde o início.
Napoleon Hill já afirmava que “a ação é o antídoto do medo”. No mundo dos negócios, essa lógica é ainda mais evidente. Quem age aprende, ajusta e evolui em movimento. Quem espera, observa o mercado avançar — e paga o preço da inércia.
Empresas e profissionais que aproveitam oportunidades têm algo em comum: falam, aparecem, defendem suas ideias e constroem autoridade ao longo do caminho. Não esperam o cenário perfeito, porque entendem que ele raramente existe.
A reflexão é direta e necessária: até quando adiar o desenvolvimento da sua comunicação vai continuar custando negócios, visibilidade e crescimento profissional?
O palco corporativo já está montado. As oportunidades seguem circulando todos os dias. O primeiro passo não depende do calendário — depende de decisão.
