Existe um momento no desenvolvimento de qualquer produto em que os engenheiros param de falar e os designers tomam a palavra. No projeto do Mascarello Horizon, esse momento foi decisivo — e começou com uma pergunta que raramente se faz no transporte coletivo:
Como deveria ser a nova linguagem de design da Mascarello no ambiente urbano?
Não era uma pergunta sobre motor. Era sobre identidade. Sobre o que um ônibus pode dizer para a cidade enquanto passa por ela.
João Paulo Cunha Melo, designer industrial com mais de 18 anos de experiência automotiva — e vencedor do iF Design Award em 2022 e 2024, pelos projetos Marcopolo G8 e van elétrica Arrow ONE — olhou para as ruas antes de olhar para a prancheta. A referência veio da arquitetura contemporânea: planos definidos, superfícies marcadas, o contraste entre luz e sombra que dá caráter às grandes cidades.
O resultado é o conceito Urban Premium: a proposta de que um ônibus urbano pode ser funcional e bonito — sem concessões. Presença visual e racionalidade industrial em equilíbrio. Cosmopolita sem ser exibicionista. Robusto sem ser pesado.


Beleza com substância
Sob a carroceria que dialoga com a cidade, está o chassi BC12 da BYD com a revolucionária bateria Blade — tecnologia de lítio-ferro-fosfato com alta estabilidade térmica, vida útil superior a 3 mil ciclos e capacidade entre 425 e 499 kWh. Autonomia para rotas urbanas de alta demanda, recarga em 1 a 2 horas, em um veículo de 13 metros para 76 passageiros.
Para Marcello Schneider, Diretor de Veículos Comerciais da BYD Brasil: “Estamos avançando com consistência para acelerar a eletrificação, com inovação, eficiência operacional e soluções cada vez mais sustentáveis para o transporte público brasileiro.”
A carroceria foi desenvolvida para integrar esse conjunto elétrico com precisão — resistência estrutural, conforto interno e manutenção acessível. Porque um design premiado só faz sentido quando o veículo está nas ruas, não na oficina.

O que o passageiro vai sentir

No fim, toda conversa sobre design e tecnologia converge para um único momento: o passageiro que sobe no ônibus. Ele não vai ler a ficha técnica — mas vai sentir a diferença. No silêncio do motor elétrico. No ar sem cheiro de diesel. No ônibus que, pela primeira vez, parece ter sido feito para a cidade em que circula.
O Horizon não é apenas um produto. É o início de uma nova linguagem de design para a Mascarello — e uma declaração de que a indústria nacional não está assistindo à transformação da mobilidade urbana brasileira.
Está dirigindo.
