A Cooperativa Central Aurora Alimentos encerrou 2025 com uma receita bruta de R$ 26,9 bilhões — crescimento de 8,3% — e sobras de R$ 1,2 bilhão, 43,5% acima do ano anterior. Números expressivos. Mas o que realmente chama atenção não é o tamanho do resultado. É o que ele representa.
Por trás de cada frango processado, de cada tonelada de suíno exportada, de cada embalagem de queijo Gran Mestri que chega à mesa de um consumidor, existe uma rede humana extraordinária: 87 mil famílias rurais no campo e 50,4 mil colaboradores nas fábricas, unidades comerciais e administrativas. São pessoas que constroem, todos os dias, aquilo que o presidente Neivor Canton define como “o maior paradigma brasileiro de intercooperação”.
Um sistema vivo
O Sistema Aurora Coop é formado por 14 cooperativas agropecuárias. Juntas, elas movem diariamente o abate de 35 mil suínos e 1,4 milhão de aves, além da captação de 1,6 milhão de litros de leite. Mas o que faz esse sistema pulsar não é a escala — é o propósito compartilhado entre quem planta, quem processa e quem leva alimentos para mais de 80 países.
Em 2025, mesmo diante de um cenário desafiador — com inflação persistente, instabilidades geopolíticas, restrições sanitárias e mercados em transformação —, a Aurora Coop demonstrou que solidez e adaptabilidade podem caminhar juntas. Foram decisões assertivas, inteligência comercial e, sobretudo, compromisso com as pessoas que formam esse sistema.

Gente que move a economia
A Aurora Coop criou 3.591 novos empregos em 2025. Cada vaga aberta significa uma família que organiza sua vida, uma cidade do interior que ganha renda, um jovem que encontra seu primeiro salário.
Os investimentos em pessoas somaram R$ 3,7 bilhões — contemplando salários, benefícios, saúde, segurança no trabalho e capacitação. Mais do que uma obrigação, é uma visão de mundo: quem cuida das pessoas colhe resultados.
E o efeito se irradia. A atividade da cooperativa gerou um movimento econômico superior a R$ 27 bilhões nos municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul — estados que, em grande parte, respiram o ritmo da Aurora.
Inovar com responsabilidade
O ano também trouxe avanços que apontam para o futuro. A inauguração da primeira subsidiária internacional da Aurora Coop, em Xangai, marca a chegada definitiva da cooperativa ao mercado asiático — um passo estratégico que não é apenas comercial, mas simbólico: cooperativas brasileiras do campo competindo com excelência no cenário global.
No setor de lácteos, a aquisição da Gran Mestri — tradicional marca de queijos especiais de Guaraciaba (SC), reconhecida por produtos como grana padano, brie, gorgonzola e mascarpone — ampliou o portfólio com produtos de alto valor agregado e reforçou o posicionamento da Aurora em segmentos premium.
E, em toda a cadeia produtiva, o conceito de “saúde única” (one health) guia as práticas: a compreensão de que saúde animal, humana e ambiental são interdependentes. Com mais de R$ 1,4 bilhão investidos em bem-estar animal, a Aurora Coop se consolida como referência nacional em produção ética e sustentável.
O que os números não dizem, mas a cooperação mostra
Exportar para mais de 80 países. Alimentar famílias no Brasil e no mundo com um portfólio de mais de 850 produtos das marcas Aurora, Nobre, Alegra, Gran Mestri e outras. Gerar renda, emprego e dignidade em centenas de municípios. Tudo isso é resultado de algo que nenhuma planilha consegue capturar completamente: a força de pessoas que escolhem construir juntas.
2025 foi desafiador para todos. Para a Aurora Coop, foi mais um ano de confirmação: quando o propósito é sólido, os resultados aparecem — e quando os resultados aparecem, eles transformam vidas.

Marcos Antonio Zordan, Neivor Canton e Romeo Bet